Como (e por que) proporcionar mais mobilidade à sua equipe

Você sabe quanto tempo demora para conseguir ter o pedido de aposentadoria no Rio de Janeiro? Em abril de 2017 a espera média era de sete meses. Agora, você sabe qual a principal causa desse problema? A burocracia.

Serviços públicos são conhecidos por sua ineficiência, mas parte do problema vem pela falta de mobilidade. A única razão para essas companhias não terem fechado é que o Estado as mantém. Qualquer empresa com um tempo de espera de atendimento tão longo assim já teria fechado.

Para evitar ter uma empresa que seja relacionada à má gestão e demora na entrega de serviços é preciso investir em mobilidade empresarial.

Mas por que a mobilidade?

Podem ser elencadas três razões para optar por uma estrutura organizacional mais flexível, são elas:

  • Distribuição de responsabilidades: Pense em uma empresa onde apenas uma pessoa pode tomar as decisões. Todos os dias chegam cem formulários, mas só cinquenta podem ser passados adiante. Isso significa que no dia seguinte o responsável só pode lidar com formulários atrasados, e assim as coisas atrasam mais e mais. Quanto mais liberdade os funcionários tiverem para liderar projetos, menos sobrecarga na hierarquia há.
  • Interdependência entre as partes: Se o seu serviço de TI não funciona, isso não quer dizer que o departamento de contabilidade deva parar. Tornar diferentes processos independentes é um passo importante para a mobilidade, mas é possível ir além, desvinculando funcionários de um mesmo setor de um grupo. Há uma meta em comum, mas ninguém se atrasa na hora de cumpri-la.
  • Aumento da produtividade: Esse é o exemplo mais visual possível. Antes da linha de produção, cada produto era feito manualmente por um único funcionário. Depois, cada um era responsável por uma parte do proce4os para empresas menores, especialmente as startups.

Existem outras formas de mobilidade empresarial analógica, como a presença de portabilidade (notebooks, aparelhos de móveis tal qual máquinas de costura e afins), mas as de mais sucesso são essas duas. O que nos leva à pergunta:

Como funciona a mobilidade digital?

A mobilidade digital é a integração de sistemas e plataformas, especialmente SaaS (software as a service) e cloud computing, para flexibilizar serviços e operações empresariais.

Não só isso, mas muitas empresas também já usam da prática BYOD (Bring Your Own Device), que prega pelo uso de aparelhos móveis como notebooks e smartphones empresariais para dinamizar o trabalho realizado.

Em uma pesquisa realizada para a Embratel e Telecom chamada “Conectividade das Empresas do Brasil”, cerca de 41% das companhias com mais de 100 funcionários já contratavam planos de telefonia e serviço para seus funcionários.

Esses dois serviços compartilham de algumas similaridades, mas SaaS é a terceirização de softwares e aplicativos que podem ser usados pela empresa, enquanto que o cloud computing é o uso de processamento terceirizado para atender às demandas de um determinado provedor.

Exemplos de SaaS são serviços como o Google Drive e até mesmo o Facebook, considerado por seu fundador, Mark Zuckeberg, como uma empresa móvel (em um discurso de 2012!) são exemplos desse gerenciamento.

As informações e aplicações práticas de um usuários ficam armazenadas nos servidores da empresa em questão e podem ser abertas através de “portas” como softwares específicos ou aparelhos específicos (smartphones).

O serviço de cloud computing, mais amplo que apenas o SaaS, engloba também as partes mais complexas do sistema, como IaaS e PaaS (Infrastructure as a Service e Plataform as a Service, respectivamente). Isso significa que o gerenciamento e desenvolvimento de aplicativos e serviços próprios pode ser acessado através de um sistema terceirizado.

Na prática, em ambos os casos têm-se uma flexibilidade criada pelo acesso remoto a informações, que conta com o risco de invasões e perda de informações e por isso precisa ser estudada e trabalhada com cuidado (com o investimento em segurança online, por exemplo).

Hoje, um funcionário em viagem é capaz de se comunicar, produzir e opinar nas decisões de uma empresa mesmo estando em outro país. Ligações gratuitas do Skype, documentos em nuvem no Google Drive, gerenciamento de equipe pelo Trello, as opções são várias.

Uma das poucas ressalvas existentes é a de que com os serviços de TI liderando essa prática, é preciso saber investir nas tecnologias mais promissoras, e de que com mobilidade demais, a empresa pode perder suas estrutura central.

Por isso é sempre importante o lembrete de que por mais que as tecnologias estejam ao alcance dos empresários para que se invista em mobilidade, é preciso direcionar os esforços para um objetivo comum. Flexibilizar não é, afinal, perder a liderança, mas lidar melhor com ela.

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